O sol incide na minha janela,
aquece-me e aconchega-me.
A sua luz transmite força, demonstrando o poder que
possui um elemento irracional da Natureza.
O sol alimenta a vida, mas a vida não é feita de sol, bem, talvez seja uma pequena parte, a parte que reluz…
Encadeados os meus olhos não conseguem suportar a luz muito tempo, magoa-os e eles detestam ser magoados… Vêem todos os dias desagradáveis realidades e mesmo quando se fecham são sempre atormentados.
Volto o meu rosto em sentido oposto ao sol e a tudo o que magoa, já não sinto a sua força e, aí, magoa-me ainda mais.
O que nos dá vida é o que nos mata! E o quê que eu faço quanto a isso? Vivo e incido os meus olhos bem na luz até ficarem a doer-me, se eu incidir agora, não ficarão magoados mais tarde…
Incido os meus olhos na reflexão, na luz do sol, no vento, no silencio… deposito o poder do meu olhar em tudo o que os outros não conseguem perceber…elevo-me ao infinito e anseio sempre o absoluto…
Subo cada dia um grande degrau para poder ver cada vez melhor o que se passa e o que existe abaixo de mim e apercebo-me de quantos estão a elevar-se e a quantos eu posso ser útil… e aí, eu deixo de ser apenas um simples ser que é aquecido pelo sol...

3 comentários:

Anónimo | 24 de dezembro de 2008 às 07:19

gostei bastante :) escreves sempre coisas fantásticas. E a maneira como descreves as várias «etapas» por assim dizer. Magoarmo-nos,tentar fugir a isso, perceber que não vale a pena fugir, magoarmo-nos mais por percebe que não conseguimos resolver as situações e depois tentamos à séria fazer alguma coisa.
Muito bom :D. Gostei também da última frase, creio que quer dizer que não nos limitamos a existir mas sim viver.
(:

Sofia | 24 de dezembro de 2008 às 08:41

=) é exactamente como interpretas-te

<3

Anónimo | 31 de dezembro de 2008 às 16:16

xD que máximo hã?

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