
Doces murmúrios são ouvidos
Do mais frio lugar distante,
Conflitos e lágrimas são vividos
Por povos moradores a jusante.
Corre gélido o rio misterioso,
Procurando, em vão, sustentar
O que o tornou curioso,
Talvez, o poder de não amar.
Murmúrios de novo, leves sussurros
Que são amarguradamente guardados,
Edificando nos corações “muros”,
Prendendo-os nos seus passados.
Oh quão difícil é “libertar”
O sonho de ver o gélido rio
Possuir o poder de sonhar
E deixar o seu toque frio…
Mistura dos frágeis murmúrios do rio
Com os sussurros da multidão,
Uma luta constante de brio
Para destruir a fútil podridão.
Por fim, o frio gelo torna-se água
Sem a mínima dúvida presente
De que desapareceu toda a mágoa,
Trazendo aos povos uma nova mente.
2 comentários:
já te tinha dito que adoro tudo o que escreves, transmite sempre alguma coisa embora de uma forma indirecta. é como se aquilo que escreves fosse um puzzle, dividido em peças; é como se quem conseguisse montar as peças a pouco e pouco conseguisse descobrir algo sobre ti.
baah, já estou praqui a divagar.
oh, tu foste uma descoberta maravilhosa, mesmo :$
espero conseguir ajudar-te, e obrigada por tudo.
um grande, aliás, um enorme beijo. adoro-te sofia *
sempre gostei dos teus poemas , dos teus textos... sempre gostei de te interpretar e de te ouvir falar, por algum motivo te considero um exemplo bem especial :)
Amo-te minha Amiga
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