É noite...


É noite e estás aqui comigo…
Choveu imenso durante o dia, durante todo o nublado dia,
Uma chuva intensa e duradoira,
Que me lembrou o dia em que voltaste!
Lembraste desse tão doce dia?

Oh, que felicidade! Naquela manhã de nevoeiro vieste,
Trazendo-me a alegria e todo o meu amor perdido,
Perdido em ti, afundado desde que partiste…
Mas o amor destrói todos os limites
E diviniza-se ternamente para a eternidade!

Aquele dia tão maravilhoso para mim e para ti,
Tornei-me tua, tua Vida, tua eternamente,
Finalmente, o teu desejo cumpriu-se,
Era tudo o que mais querias para mim
E eu, amando-te tanto, soube que ia ser eterna...
Agora, sim agora, posso exclamar com confiança:


“Sou tua, Vida!”

De volta!

Estou de volta ao meu blogue passado todo este tempo de ausência!

Meu Amor



Espero-te, numa manhã de nevoeiro…
Anseio por ti, impacientemente, ofegante…
Onde estás, meu Amor?
Oh! Estás tão longe e eu permaneço inquieta à tua espera…
Apenas sei que vens. Mas quando?
Estou cansada de suspirar por ti e tu não me vires buscar e levar para o sítio mais longínquo que existe.
Levanto os olhos da folha de papel e deparo-me contigo! Sempre vieste. Vieste hoje!
Tendo-me comigo, relembro os meus pensamentos acerca de ti…

“Envolve-me e murmura-me que me quer como sua amante…
Mas eu receio e hesito constantemente quando escuto isto…
Quer-me sua, porque não?
Eu desejo ardentemente ser sua, porque não o faço?
Ah! Quão difícil é ultrapassar os seus limites e a sua existência comparados à minha pequenez e efemeridade…!
Suspirante, eu anseio tanto o momento em que tornará eternamente sua e passarei a ser de quem tanto me deseja…
Eu quero e vou…
Murmurante como um pobre ser, imploro:“Quero ser tua, Vida!” ”