
Ao desenhar as palavras no papel
Em que eu escrevo, penso no eterno
E na efemeridade de um pincel
A deslizar na tela, no Inverno.
Outra letra surge ao lado da anterior,
Assemelhando-se agora a uma palavra
Que é tão bela, doce e posterior
Àquela que fora outrora endiabrada.
De novo, deparo-me com uma flor
Que não é mais do que uma letra
Bonita, desenhada com amor
Esvoaçante como uma borboleta.
Sentir a brevidade de um momento
E poder tocar ao de leve o eterno
Quando os meus dedos no tempo
Passam e desenham no meu terno
Bloco de notas que é a vida.
Em que eu escrevo, penso no eterno
E na efemeridade de um pincel
A deslizar na tela, no Inverno.
Outra letra surge ao lado da anterior,
Assemelhando-se agora a uma palavra
Que é tão bela, doce e posterior
Àquela que fora outrora endiabrada.
De novo, deparo-me com uma flor
Que não é mais do que uma letra
Bonita, desenhada com amor
Esvoaçante como uma borboleta.
Sentir a brevidade de um momento
E poder tocar ao de leve o eterno
Quando os meus dedos no tempo
Passam e desenham no meu terno
Bloco de notas que é a vida.