“Muitas são as coisas maravilhosas, mas nada
é mais maravilhoso do que o Homem.
Parte sobre as espumas do mar
no meio da tempestade, contra o vento que vem do Sul
e cruza montanhas de vagas, que abrem abismos de raiva.
Atormenta, com as suas charruas atreladas a cavalos,
a mais augusta das deusas – a Terra – imperecível e infatigável
e revolve-a, ano após ano.
Com a sua astúcia, prende o bando de pássaros em revoada
e caça os animais selvagens, sem esquecer os habitantes do mar
que toma nas pregas das suas redes.
Domina o animal que anda pelos montes,
subjuga o dorso áspero do corcel
e põe cangas de madeira nos touros das montanhas.
Inventou a palavra, o pensamento e os princípios
que presidem às cidades
e aprendeu a viver, sem se expor aos gelos mortais.
Pondo-se a caminho, por toda a parte, desprovido de experiência,
chega ao Nada.
A morte é a única agressão de que se não pode defender,
embora tenha conseguido esquivar-se habilmente às penas da enfermidade.
Possui, para lá de toda a imaginação, a inteligência das artes,
mas avança, ora para o bem, ora para o mal,
combinando leis humanas e divinas.
Indigno de governar é aquele que, levado pela audácia,
se deixa arrastar para o mal.
Esse, que medita más acções,
não pode partilhar, nem da minha casa, nem do meu amor.
Sófocles – Antígona – Excerto do Coro”
Resolvi variar e deliciar as poucas pessoas que visitam o meu blogue com um texto que não é meu....
Uma eterna e terna melodia

Houve um som inaudível e ensurdecedor
Que lentamente encheu a vazia sala
Iluminada por uma brilhante cor,
Cor dourada de uma quente lareira.
Era uma melodia mágica e intensa
Como uma música bela e triste
Que transmitia a quem ouvia e sentia
A eternidade em tudo o que existe.
Um arrepio, estranha reacção esta
A um som tão puro, doce e quente
Escutado ternamente como se a orquestra
Aquela, a mais bela, estivesse a tocar.
Subitamente, alguém sentiu uma leveza
Um pulsar de vida, um diferente dia
Imaginado durante todo o tempo
Sem esperar que houvesse essa alegria.
Esse ser humano soube naquele instante
O que era o que tanto aguardava,
Aquele leve sussurro tão distante
E belo que era a própria natureza.
Sons de vida, sons dos seres humanos
Elementos essenciais da distinta beleza
Sonhadores, com forte e clara vontade
De descobrirem a pura certeza
De, enfim, possuírem o ardente calor
Que deambula, agora, noutra sala
Um pouco e bastante multicolor,
Mas toda a terna vida desejado.
A natureza sentida no som belo,
Uma passagem de um frio vento,
O qual parecia tanto um piano
Tocando lentamente. Momento
De profunda e eterna felicidade.
Repentinamente, a efémera essência
Daquele triste e pobre ser humano
Transformou-se na mais doce existência
De que existe a eternidade na música.
Oh, quão maravilhoso é desfrutar
Do sentir deste pulsar de vida
Afinal, tudo é uma melodia
Que só reside na interior fugida.
Um poema completamente diferente dos anteriores.
Poderia escrever tantas e tão belas coisas acerca de ti, Vida, mas não tenho nas minhas mãos a arte de te descrever tão bem como outrora o fizeram grandes poetas.Tento definir-te em vão, pois tens em ti uma subjectividade natural e perpétua que ninguém se atreve e atreverá a querer te caracterizar e definir com precisão.
Há sons inaudíveis, pensamentos sentidos, uma imensidão de luz fascinante que tranquiliza a alma que vive as emoções de cada momento.
"Desenhar as palavras”

Ao desenhar as palavras no papel
Em que eu escrevo, penso no eterno
E na efemeridade de um pincel
A deslizar na tela, no Inverno.
Outra letra surge ao lado da anterior,
Assemelhando-se agora a uma palavra
Que é tão bela, doce e posterior
Àquela que fora outrora endiabrada.
De novo, deparo-me com uma flor
Que não é mais do que uma letra
Bonita, desenhada com amor
Esvoaçante como uma borboleta.
Sentir a brevidade de um momento
E poder tocar ao de leve o eterno
Quando os meus dedos no tempo
Passam e desenham no meu terno
Bloco de notas que é a vida.
Em que eu escrevo, penso no eterno
E na efemeridade de um pincel
A deslizar na tela, no Inverno.
Outra letra surge ao lado da anterior,
Assemelhando-se agora a uma palavra
Que é tão bela, doce e posterior
Àquela que fora outrora endiabrada.
De novo, deparo-me com uma flor
Que não é mais do que uma letra
Bonita, desenhada com amor
Esvoaçante como uma borboleta.
Sentir a brevidade de um momento
E poder tocar ao de leve o eterno
Quando os meus dedos no tempo
Passam e desenham no meu terno
Bloco de notas que é a vida.
Amor é...

Amar é respirar profundamente,
Sonhar, dominar o sofrimento,
Querer ter um breve momento
De felicidade eternamente.
Amar é possuir a verdade,
A mentira, a doce ilusão,
Abarcar no nosso coração
O sentimento da contrariedade.
Amar é ter o desejo de conjugar
O verbo amar no presente,
E no futuro, mesmo que ausente.
Enfim, amar é um puro querer,
Um efémero riso, uma lágrima
E, sobretudo, um modo de viver.
Sentidos Visuais

Os teus olhos vêem isto
E mais tantas coisas aqui,
Não sabem é que tudo visto
É apenas reflexo do que vivi.
Tantas e tantas belas histórias
Guardas nos teus doces olhos
Algumas encantadas minhas memórias
Que são como flores aos molhos.
Continuam a querer ver mais,
Tentam descobrir em mim certezas,
No entanto, eu como os natais
Só dou uma vez no ano “belezas”.
Observa sempre com ternura
Tudo o que te rodeia silenciosamente,
Apenas sabes com tremenda amargura
Que vês um reflexo da minha mente.

Uma escada em espiral pode ser muito mais do que apenas uma mera escada, um conjunto de degraus homogéneos que me permitem subir ou descer. De facto, quando olho para o seu fim, lá em baixo, quando estou situada no seu topo, vejo o que existe ao longo do desenrolar da escada e apercebo-me que uma escada em caracol é a representação da vida… Vejo lances e lances de degraus que irão trazer sofrimento, angústia e derrota, mas igualmente alegria, liberdade e sucesso, os quais conduzirão a um fim, que parece tão longínquo e imprevisível e que, no entanto, é aguardado com inquietação. Esse último degrau e o fim dessa escada é, talvez a concretização dos desejos que possuo para a minha vida, a realização pessoal que não é o fim da vida, mas o fim da caminhada de descer a escada, elevando-me vivencialmente.
"Eu e Ela"

Somos frutos d’outros momentos,
Não temos uma vivência presente
Somente possuímos os pensamentos
Que nos une como gente.
A alma é algo imaterial
Não possui dono nem tutor,
Podes uni-las no ideal
De sentirmos a dor e o amor.
Basta o teu ínfimo desejo
De quereres possuir a gloria,
A qual foi criada, vejo,
Para ficares na História.
Hoje é o Dia Mundial da Poesia e nada melhor do que homenagear a melhor poestisa de sempre.

Há uma espera na vida de todos os seres. Eu esperei, esperei e espero que o passado construa o presente e que o torne com muito mais sentido e justificação.
O passado era eu e, agora, eu sou o presente e, deste modo, também o futuro me pertence.
Continuo a esperar… A vida envolve-me todos os dias e deseja-me tanto tal como a desejo…
Existe uma espera constante…Não só em mim, mas tu também em ti. Mas quem és tu? És simplesmente quem lê as minhas palavras escritas neste papel!
Retomando a minha espera, ela apenas consiste em uma coisa, o amor…
Todos nós esperamos a chegada, a vinda, do amor e que ele nos envolva com toda a sua força e sentimentos avassaladores…
Mas, enquanto ele não surge, espera-se pacientemente e com convicção, pois se não surgir nos próximos dias, semanas ou meses, aparecerá nos próximos anos.
Há sempre uma necessidade inexplicável para o Homem procurar o amor, encontrá-lo e vivê-lo, sempre em todos os tempos isso aconteceu e não será neste século que mudará.
Por vezes, permanecemos à espera sem procurar, pensando que não precisamos de buscar para termos o amor. Se calhar, realmente o amor surge naturalmente sem existir a sua procura.
E, novamente, espero e esperas…
Continuamos no mesmo espaço, porém o tempo voa e conduz-nos sempre para mais perto do futuro, levando-nos a olhar para trás e constatarmos que não só passou o passado, como também o presente se tornou passado e o futuro é o nosso presente.
O passado era eu e, agora, eu sou o presente e, deste modo, também o futuro me pertence.
Continuo a esperar… A vida envolve-me todos os dias e deseja-me tanto tal como a desejo…
Existe uma espera constante…Não só em mim, mas tu também em ti. Mas quem és tu? És simplesmente quem lê as minhas palavras escritas neste papel!
Retomando a minha espera, ela apenas consiste em uma coisa, o amor…
Todos nós esperamos a chegada, a vinda, do amor e que ele nos envolva com toda a sua força e sentimentos avassaladores…
Mas, enquanto ele não surge, espera-se pacientemente e com convicção, pois se não surgir nos próximos dias, semanas ou meses, aparecerá nos próximos anos.
Há sempre uma necessidade inexplicável para o Homem procurar o amor, encontrá-lo e vivê-lo, sempre em todos os tempos isso aconteceu e não será neste século que mudará.
Por vezes, permanecemos à espera sem procurar, pensando que não precisamos de buscar para termos o amor. Se calhar, realmente o amor surge naturalmente sem existir a sua procura.
E, novamente, espero e esperas…
Continuamos no mesmo espaço, porém o tempo voa e conduz-nos sempre para mais perto do futuro, levando-nos a olhar para trás e constatarmos que não só passou o passado, como também o presente se tornou passado e o futuro é o nosso presente.
"Lilás"
Lilás é a imaginação, é a magia
Que possui cada novo dia,
É uma nova fragrância de violetas,
De cristais e frágeis borboletas.
A vida é lilás, pois é feita de cores,
Cores doces, alegres e cativantes
Que se assemelham a várias flores
Com as suas pétalas brilhantes.
Enfim, a ilusão da fantasia
Torna este mundo mais lilás,
Mais e mais apto e capaz
De viver em plena harmonia.
"Caminho"
Caminho… sim, um simples caminhar
Por percursos estranhos e sombrios,
Uns com uma certa luz a brilhar
Que mudam os dias mais vazios.
Oh como eu gosto de ver essa luz,
Tê-la como uma calma companhia
Que sempre que me incide reluz
A beleza de um nascer de um dia.
Mais um pouco de caminho, desta vez
Apresenta-se mais duramente acidentado
A única opção que possuo, talvez
É pedir ajuda alguém abandonado.
Ser que como eu atravessou
E se encontra neste caminho,
Pensar que ele se cansou
E espera encontrar algum carinho…
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